27 de dezembro de 2012

Lino Guedes Urucungo 1936


Lino Guedes

Urucungo

Cruzeiro do Sul

1936


 
livro em bom estado, livro encadernado em capa dura em percalux, manteve-se a capa brochura original, com as famosas ilustrações de Messias e de Rosasco.  Com 171 páginas, escasso, não perca, saiba maiss ...

Livro lançado na década de 30 pela coleção Hendí, uma preciosidade literária e bibliográfica de nossa literatura.

Lino Pinto Guedes nasceu em Socorro (SP), a 23 de julho de 1906, faleceu em São Paulo em 1951.

 Filho de ex-escravos destacou-se como jornalista, escritor e ativista político, trabalhou em vários jornais significativos, como Diário de São Paulo e A Capital. 

Sua poesia produz traços irônicos com uma dose de auto-complacência e apelos de afirmação racial. 

Poeta paulista, nascido em Socorro em 1906. Morreu em 1951. 

O ritmo na música e na dança foi central para a sobrevivência e desenvolvimento da vida cultural dos escravos num ambiente hostil. 

Também fundamental para manter viva a cultura negra foi a ambigüidade da busca de um espaço velado para expressão dentro de um sistema opressivo. 

Essa ambigüidade aparece na obra de Lino Guedes ritmo é, ao mesmo tempo, veículo da mensagem de liberdade e meio de disciplinar o trabalho. 

Mais além, música e dança expressam a dor e a saudade da África e afirmam uma identidade oprimida.



Autor de Canto do Cisne Negro, Ressurreição Negra, Urucungo, Negro Preto Cor da Noite, Sorrisos do Cativeiro, etc. 

Lino Guedes foi o primeiro poeta negro do século XX que se aceitou negro escrevendo e publicando sobre a consequência dessa atitude.

Poeta que, logo após a morte de Lima Barreto, em 1922, dava a lume o seu "Canto do Cisne Negro" (1926), tornando-se, com isso - como exigem alguns - o iniciador da "negritude" no Brasil. 

E é sobre ele que, no fogo do entusiasmo, um seu companheiro de jornalismo, o mulato Judas Isgorogota, em 1929, profetizava, pela Gazeta: 

"Nenhum poeta negro das Américas jamais se igualará a Lino Guedes, De todos os poetas negros que passaram pela Imprensa Negra nas primeiras décadas do século, é o único que fez alguma fortuna literária. Tanto que em 1954, três anos após sua morte, anunciava-se uma edição completa de suas obras, compreendendo vários gêneros literários: poesia, conto, romance, ensaio, biografia, etc. 

Morreu em São Paulo, em 4 de março de 1951.  

De Lino Guedes:  "Luiz Gama e sua individualidade literária" (1924); "Black" (1926); "Ressurreição negra" (1928); "O Canto do Cisne Preto" (1926); "Urucungo" (1936); "Negro Preto Cor da Noite" (1936); "O Pequeno Bandeirante, Mestre Domingos" (1937); "Sorrisos de Cativeiro" (1938); "Vigília de Pai João, Ditinha" (1938); "Nova Inquilina do Céu, Suncristo" (1951). 

Após a abolição da escravatura, temos em Lino Guedes as vozes dos negros que mesmo alforriados e libertos eram proibidos de ascender profissionalmente, socialmente e economicamente, por permanecerem presos a mentalidade escravocrata, preconceituosa e dominadora da época. 

“Mãe Preta” é um personagens recorrentes na poética de Urucungo. A enunciação do eu – lírico se dar em primeira pessoa, o que revela um processo de transformação da consciência negra, pois, ao assumir-se como sujeito da anunciação, liberta-se da imagem quase sempre estereotipada, como afirma Bernd, ao rejeitar uma identidade atribuída ao negro pelo o outro o eu – lírico assume as rédeas de sua destinação histórica, passando de objeto à sujeito da história. 

No poema “Mãe Preta, diga por quê ... em Urucungo, o filho questiona a mãe, por que a sinhazinha não ficou pretinha, já que o leite que era para ele a mãe deu para a sinhazinha



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5 de novembro de 2012

Candomblé Ritual e Tradição Orlando J. Santos Pallas 1992



Candomblé Ritual e Tradição
Orlando J. Santos
Pallas
1992 

livro em bom estado de conservação,  escasso, não perca, saiba mais ...

Livro com ilustrações.

Yámi Oxorongá; Ibá, egungun estrutura humana, exú rei de ketu, o dinheiro de olokun, assentamento de exú, odú okaran-owarin, lenda e ebó; Relação de Ogun, exú e ossaiyn, lenda de iká-ogundá e ebó, encontro com babá-ifá, oráculo, derivados de ifá, poderes, odús ifá, jogo de quatro, conceito de ifá, como identificar um mentiroso no jogo, ritual de obi e orogbô; Feitura de orixá, cerimônia, Porque raspar cabeça e pintar o yawô; A importância da luz e mais...


O autor descreve de forma clara e distinta o significado da Tradição e do Ritual de Candomblé


O Babalorixá Orlando J. Santos, integra um esforço de recuperação de saberes ancestrais comuns aos africanos e seus descendentes que, por diversas razões, vêm se perdendo, prejudicialmente para a cultura negro-brasileira.

O autor se reporta à noção de tradição e ritual, fazendo uma detalhada explicação deles, obra primordial ao saber e práticas rituais.

Constatando a simplicidade e a serenidade "de tais práticas rituais, o leitor poderá certificar-se do cuidado do autor antes de revelar tão delicados processos, com o interesse de fornecer conhecimentos indispensáveis a quem pretende utilizar-se das sutis energias que envolvem sua prática.

Um lembrete àqueles que se interessam pelo assunto abordado: respeite sua cabeça, a força da divindade que nela habita e a cabeça de seu semelhante; eis alguns componentes essenciais ao bom êxito de qualquer prática, sobretudo dos rituais, nos quais ódio e rancor não podem entrar, sob risco de prejudicar os resultados e quem os almeja.


Orlando J. Santos é autor dos livros:

— Rezas para os Orixás 1986.
— Orunmilá e Exu 1987.
— Candomblé Ritual e Tradição 1992
— Ebó no Culto aos Orixás 1993
— Aprende Ìyáwó 1996.
- KÒ-LLÈKÓ, ÌYÁWÓ ÈSÙ-SÌGIDI 2008.
— Compêndio: Èsù-Sìgidi 2008.
— KÒ-LÈKÓ, ÌYÁWÓ - OBÌ, O ÒRÍSÀ DA BOA SORTE - 2008

Trabalhamos com um vasta acervo sobre o tema.


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ORNATO JOSÉ DA SILVA A TRADIÇÃO NAGÔ 1985



ORNATO JOSÉ DA SILVA

A TRADIÇÃO NAGÔ

1985 Páginas:173

LIVRO EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO, ENCADERNADO EM BROCHURA ORIGINAL.


Capa e ilustração de Enio Lisboa. 

Livro composto na renomada Gráfica RabaçoLtda. Prefácio do Prof. Ornato J. da Silva. Com apêndice e bibliografia. Com extenso vocabulário Yorubá dos termos usados no livro.

Interessante livro do Prof. Ornato, esse grande conhecedor da cultura Nagô. A idéia é apresentar o universo Nagô-Yorubá através da leitura fluente dessa grande peça da bibliografia afro-brasileira. 

O velho Baba Ornato foi responsável por nada menos que o primeiro Curso de Cultura Afro-Brasileira, organizado no Rio de Janeiro em 1976 em conjunto com um jovem nigeriano, Benjamin Durojaiye Ainde Kayodé Komolafe - Benji Kayodé.


Livro indispensável aos estudiosos do assunto, porém muito difícil de conseguir um exemplar, dado sua pouca tiragem, quem tem um livro deste sabe o valor do conteúdo que ele carrega ... 

Para ilustrar o que dizemos, veja-se uma página, onde a narrativa alcança a questão sacrifical da seguinte maneira: 

“Com os filhos sentados ao seu redor a zeladora do ASE começou a explicar como eram feitos os EBO, EBO e ETUTU para oferecimento aos ORISA.” 

Daí seguem várias receitas de oferendas, inclusive a quantidade de ingredientes. E dessa forma também para outras questões, como por exemplo: a dança africana; as ervas por ordem alfabética de nome.

Obras do mesmo autor: 

Ervas: Raízes Africanas - 
Culto Omolokô – Os filhos de terreiro. 
A linguagem correta dos Orixás. 
Iniciação de Muzenza nos cultos Bantos.
Concepção Afro-brasileira do Universo Nagô

Ornato fala das divindades, dos mitos e dos rituais do culto Nagô, além de oferecer ao leitor importantes temas para reflexão, como a questão do preconceito contra as religiões de origem africana e a importância da luta pela liberdade de expressão da cultura negra.

O autor, candomblecista sério, assume o compromisso determinado pela tradição milenar dos cultos aos Orixás, passado de geração a geração, de lutar pela preservação da tradição da cultura nagô.


Foi um dos mais batalhadores pela liberdade de culto, defensor dos cultos afro-brasileiros juntamente com outros expoentes da época, tais como Mestre Didi, Agenor Miranda, Tancredo Silva, etc.  



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30 de outubro de 2012

George Rodger. Village of the Nubas Phaidon

George Rodger.
Village of the Nubas
Phaidon
 
Comentário: Livro em bom estado de conservação, encadernado em brochura original, com 302 páginas, coda6-x3, escasso, não perca, saiba mais..

Livro intenso e repleto de informação relevante para o estudo sobre o assunto.

In 1949, photographer George Rodger was granted permission to spend some time with the Nuba tribe. 

The Nubas were a people living in a state of primitivism, exactly as their ancestors had centuries before. 

The photographer presented the tribe in heroic terms, remarking that the Nubas were a people whom "progress of any kind had passed by" 

This text collects the photographs showing the people taking part in sports such as spear-throwing, wrestling, and stick-fighting.


This is the classics of photographic literature, George Rodger's Village of the Nubas. 

 

 


 Village of the Nubas (Contemporary Artists (Phaidon)) by George Rodger.

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